A “nova” Reforma Protestante

Recentemente a revista Época fez uma reportagem na qual mencionava que existe entre os evangélicos um grupo que não pensa como os evangélicos de segunda categoria: Macedo, Santiago, Soares e outros que pululam no cenário religioso brasileiro.

A reportagem correu o Brasil. Reações de um lado, de outro lado. Gente contra, gente a favor. Finalmente, a revista chega às mãos de Caio Fábio. Sua reação foi sui generis. Detonou! As reações ao Caio foram as mais diversas também. Uns gostaram, outros detestaram.

Eu particularmente gostei. Pegou na veia. Na jugular.

Eu não tenho paciência para ler e ouvir a maioria dessa turma citada. Eles pensam que são os tais e pensam ainda que são os únicos no Brasil.

Quem faz missão nesse Brasil são os milhares de crentes anônimos espalhados por essa Terra tão sofrida. São pessoas que pertencem a igreja pequenas e que estão inseridas nas comunidades da periferia das cidades grandes, gente que anda pelos sertões, que visitam nos hospitais, que conduzem suas bicicletas velhas ou se locomovem a pé mesmo porque não tem dinheiro para um ônibus. Gente que compartilha o pouco que tem, que acolhe o necessitado mesmo tendo necessidade.

Eu tenho vergonha de dizer que faço missão integral.

No máximo, eu digo que faço uma partezinha da missão.

A missão integral virou moda. É possível que dentro de um tempo tenhamos em São Paulo (onde mais?) um desfile tipo SPFW para mostrar nossa missão fashion para a temporada.

Se a gente entendesse Jesus, seria o suficiente para saber que estamos longe, mas muito longe do Jesus revelado nos evangelhos.

A nova reforma não é a missão integral, mas sim um retorno ao Cristo, Filho do Deus Vivo. O resto é resto mesmo. Conversa para boi dormir.

Antonio Carlos Barro

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