Jesus: Ser ou não Ser

Final de semestre.
Tempo de avaliação para todos: professores e estudantes. Juntos compartilhamos e aprendemos. Refletimos sobre os grandes desafios para a igreja nos próximos anos. Desafios externos e internos.
Compartilhei que um dos grandes desafios, já hoje, é sobre a exclusividade da salvação na pessoa de Jesus. Não é politicamente correto afirmar que só Jesus salva e que os outros sistemas religiosos são inúteis e inoperantes. Não é moderno, não é de bom tom fazer tal afirmação.
Caminhamos para a pluralidade religiosa. Não tem retorno.
A pergunta é sobre como a igreja reagirá a isso. Do jeito que as coisas andam pelo nosso lado podemos afirmar com certeza que a igreja irá recuar, alias já está recuando. Há muitas vozes afirmando que Jesus é o salvador dos cristãos e que cada religião tem o seu salvador. Por isso, nossa tarefa não evangelizar e muito menos enviar missionários, mas sim engajar-nos em um processo rico e iluminador chamado diálogo interreligioso.
Bonito, fica bem e livra a nossa cara do conservadorismo e da pecha de que somos mentes pequenas.
Quando isso pegar forte os conservadores devem sair a campo para defender Jesus como se Jesus precisasse dessa defesa.
O que é mais irritante é que essa defesa de Jesus é uma conversa mole. Querem defender Jesus apenas num artigozinho ou num sermãozinho qualquer. Isso não vale nada.
A melhor resposta da igreja é justamente evangelizar, mandar missionários.
Agora, adianta defender e usar todos os recursos da igreja com ela mesma? Adianta defender e nem perceber os miseráveis que moram ali pertinho do templo? Adianta defender quando os seminaristas da igreja passam fome? Adianta defender quando os pátios das igrejas estão cheios de carros do ano e os missionários passam fome?
Adianta?
As ações da igreja mostram que os liberais estão certos. Ou não?

ACB

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