Alegre triste

Normalmente uma pessoa ou é/está alegre ou é/está triste. Esses dois sentimentos que se alternam nos seres humanos. Fernando Pessoa em sua poesia entitulada “Se sou alegre ou sou triste?” assim descreve:

Se sou alegre ou sou triste?…
Francamente, não o sei.
A tristeza em que consiste?
Da alegria o que farei?

Não sou alegre nem triste.
Verdade, não sei que sou.
Sou qualquer alma que existe
E sente o que Deus fadou.

Afinal, alegre ou triste?
Pensar nunca tem bom fim…
Minha tristeza consiste
Em não saber bem de mim…
Mas a alegria é assim…

Existe, portanto, essa dualidade de ser alegre e ser triste ou ser triste e ser alegre. Algumas pessoas já foram alegres e agora confessam que são tristes. Uma profunda e amarga tristeza que vai aos poucos consumindo as últimas gotas do óleo que alimenta a chama do bruxuleante pávio. Outras pessoas tiveram uma vida triste, algumas desde a tenra infância, todavia, por algum motivo ou alguma coisa extraordinária, são transformadas e passam a ser alegres. Tudo isso é um mistério. Difícil de explicar tanto uma coisa como a outra.

Mas existe ainda uma pessoa que é alegre e revela essa alegria em suas ações, palavras, sentimentos, etc. Uma pessoa que está sempre “para cima”, não demonstra nenhuma ponta de tristeza ou angustia. Mas ao conhecermos melhor essa pessoa, vamos percebendo que a mesma é na verdade triste. Possui uma alegria triste. As coisas não devem fazer sentido para ela, pois não consegue conviver com a realidade à sua volta e assim veste-se de uma capa que a mantém como um símbolo de vivacidade e pessoa a ser admirada. Mas a verdade é nua e crua. Essa pessoa sabe dos dramas que passa, das angustias de vive, e dos dilemas que não consegue superar. Irá mostrar essas coisas? Nunca, pois a mesma é conhecida como uma pessoa alegre e essa alegria é como um magnético que atrai a muitos. Que reações teriam os admiradores da pessoa alegre se descobrissem que ela é triste?

Na cancão Falsa Alegria composta por Zeca Pagodinho/Monarco/Alcino fala da partida da mulher amada e por isso:

Já não vou mais às festas
Pra me divertir
Já não sei mais cantar
Nem sorrir
Os amigos do peito
Estão preocupados com meu padecer
Quem ontem esbanjava alegria
Hoje não sente prazer

Em outra cancão com o mesmo título, Sérgio Souto diz:

Desce mais uma cerveja bem gelada seu garção
Que essa rodada é por conta da casa do patrão
Eu hoje só tenho uns amigos de bar
E deixo essa falsa alegria a tristeza enganar.

Isso nos leva a concordar com o Monsenhor Jonas Abib quando afirma: “No sistema capitalista em que vivemos temos uma falsa liberdade e uma falsa alegria. E assim ele vai tirando Deus de nosso interior. É como uma hemorragia interna em que vamos perdendo sangue sem perceber, e quando se percebe, o estado já pode ser trágico”. Esse é o grande perigo que esse mundo apresenta ao cristão. Ele não pode viver uma vida “normal” onde as dores e os sofrimentos fazem parte da existência. Tem que viver o irreal e fazer o impossível para demonstrar apenas alegria quando o coração pesado chora de tristeza.

Como esta a sua vida? Você poderia dizer como o Apóstolo Paulo: “Tudo posso naquele que me fortalece”? Paulo disse isso dentro de uma prisão, mas ele encontrou no seu martírio a fonte da verdadeira felicidade – Jesus Cristo, sua razão de viver.

Antonio Carlos Barro

Abençoando os alimentos

Fomos andar um pouco e chegamos até a avenida onde desfilavam as crianças dos grupos escolares da cidade. Tudo muito bonitinho. Legal de ver essa petizada inocente, sonhando com um Brasil melhor.
O carro de som do MST estava ali perto. Achei interessante a convocatória: Atenção pastores e pastoras; padres, reverendos e reverendas; pai de santos e mãe de santos. Venham agora para o nosso carro. Vamos abençoar os alimentos. Ainda bem que ensinaram para nós que religião e política não se discutem. Viva a democracia religiosa brasileira.

Fique com a oferta!

Convidaram o missionário para falar na conferência de missões. É bom ter um missionário para contar as histórias do campo, dos problemas, das lutas e principalmente das conversões. Ao final da conferência, o tesoureiro se aproxima e pergunta: quantos quilômetros até aqui? Que carro você tem? Quantos litros por quilômetro?
Após todas as perguntas, o dono da bolsa faz as contas e entrega a quantia exata que o missionário gastou. Ao pegar a “oferta”, ele retorna a mesma ao tesoureiro e diz: pode ficar com o dinheiro, vocês precisam mais do que eu.

Pastores prestam relatórios a Jesus

Um grupo de pastores, não satisfeito apenas em apresentar relatórios em seus concílios denominacionais, procura Jesus para prestar a ele uma lista de atividades desenvolvidas em seus pastorados. Notava-se, pelo entusiasmo e risos dos mesmos, que tinham certeza absoluta de que receberiam por parte do Mestre dos mestres e do Pastor dos pastores as mais altas honrarias e elogios. Anteviam inclusive a possibilidade de tripudiar sobre seus colegas, não tão bem sucedidos, mostrando a eles uma carta de recomendação de Jesus.
Com isso em mente, elaboram seus relatórios em três categorias: profecia, exorcismo e sinais e maravilhas.
Essas categorias valem a pena mencionar, estavam no topo da lista das mais procuradas por todos os pastores. Havia muita disputa e muita propaganda sobre essas atividades. A realização das mesmas produzia frutos e gerava não somente receitas, mas também um grande afluxo de pessoas aos templos. Alguns pastores, mais humildes, não gostavam de falar sobre isso. Outros procuravam esses sinais, mas não conseguiam realizá-los. Alguns até mesmo oravam suplicando essas graças, mas não as recebiam. Certo mesmo é que esses pastores haviam conseguido essas proezas e queriam agora relatá-las a Jesus.
Como qualquer relatório digno de nota, começaram dizendo que tudo havia sido feito para Jesus. Foi por causa de Jesus e foi em nome de Jesus. Toda a glória foi dada ao Senhor, e que ninguém duvidasse disso.
As profecias foram muitas. Profetizaram que pessoas seriam curadas, que empresários ficariam ricos, que o evangelho seria pregado em mais de 150 países do mundo através de seus programas televisivos, que quem doasse R$1.000,00 teria essa quantia multiplicada muitas vezes, que nas cidades (aqui mencionaram as grandes cidades do Brasil) não haveria mais pobreza, prostituição e violência. Profetizaram ainda que os senhores Fulano e Beltrano, que eram os maiorais da igreja, seriam eleitos governadores, senadores e deputados. Profetizaram o fim do movimento gay. A lista era enorme. Notou-se que Jesus se cansava e decidiram então pular para o próximo item: exorcismo.
Essa lista era impressionante. Esses exorcismos, para que não pairasse nenhuma dúvida, estavam todos documentados e gravados. Todos foram realizados à vista do público e televisionados para todo o país. Demônios foram humilhados e tratados como seres miseráveis. Fizeram desses demônios o que queriam (tudo em nome de Jesus). Expulsavam, deixavam os demônios esperando, mandavam os mesmos retornarem ao corpo dos endemoninhados para depois exorcizarem os mesmos para sempre. Faziam isso para mostrar grande autoridade sobre os mesmos. Alguns demônios foram escolhidos para serem entrevistados. Eles eram inquiridos a respeito de suas origens, o que faziam e quais os propósitos em atormentar suas vitimas. Os demônios obedeciam a todas as ordens.
Juntando o primeiro relatório com esse segundo, os pastores perceberam que Jesus estava um pouco enfadado. Começaram a pensar se Jesus tinha outras coisas para fazer e por isso apressaram-se a apresentar a terceira parte das atividades. Se as duas primeiras partes impressionavam, Jesus não havia visto nada ainda. Esse último relato era de maravilhar não somente Jesus, mas a todos os anjos do céu.
Mais uma vez, fizeram questão de mencionar que tudo foi feito em nome de Jesus. Destacavam essa motivação porque alguns outros pastores, certamente fracassados e frustrados por não terem tais poderes, os criticavam dizendo que aquilo tudo era um show. Por isso, queriam deixar bem claro que tudo era para Jesus.
E de fato, fizeram muitos sinais e maravilhas. Surdos ouviram, cegos passaram a enxergar, pernas encurtadas foram restauradas, cânceres foram extirpados. Coisas mais simples nem relataram, tais como dores de cabeça, unha encravada, dores na coluna, etc. Percebendo certo sorriso nos lábios de Jesus, passaram a relatar então aquilo que de fato o impressionaria, pois certamente essas coisas já mencionadas Jesus havia curado no seu tempo, mas curar alguém de AIDS, restaurar a heterossexualidade e emagrecer obesos, isso Jesus não tinha feito. Mas a lista não se limitava ao físico apenas. Impressionava mesmo era o número de pessoas que haviam doado suas posses para a igreja e que agora estavam milionárias. Algumas dessas pessoas estavam à beira da falência e quando entregaram suas casas e carros, receberam muitas vezes mais, inclusive carros importados. Havia ainda um item nessa parte do relatório que eles relutaram um pouco, mas vendo que Jesus estava se preparando para dar os vivas e os améns, entusiasmaram e disseram: “Jesus, quando o Senhor andou pela Terra, lembra-se que andava a pé pelas estradas empoeiradas da Palestina? Que não tinha nem uma casinha para passar o final de semana?” Vendo que Jesus balançava a cabeça concordando, arremataram mencionando que eles, em nome de Jesus, não somente viajavam de avião, mas que por causa do caos dos aeroportos brasileiros, compraram seus próprios jatinhos. Para que Jesus não pensasse nada errado, explicaram que eram jatos na bagatela dos seus dez a vinte milhões de reais e que isso comparado com os grandes empresários não era muita coisa. Quanto a morar bem, justificaram que precisavam dar o exemplo de que quem crer também precisa tomar posse, por isso, as mansões eram sinais visíveis das bênçãos divinas.
Nesse momento, o momento da apoteose, Jesus se levanta, dá uma espreguiçada e diz a eles uma breve sentença: “Vão para o inferno”.
Assustados e perplexos, um olha para o outro como que perguntando se haviam entendido bem. Será que ele disse que devemos ir para o inferno? Foi isso que escutamos? A comoção era geral, pois quando o relatório foi dado no concílio houve aplausos, votos de louvor, registro especial em atas. Alguns dos pastores haviam inclusive recebido diplomas e placas. Outros foram até mesmo elevados a bispos e alguns a apóstolos. Como agora essas palavras: “Vão para o inferno”.
Certamente que Jesus devia a eles uma explicação. Algo estava errado. Formou-se entre eles um comitê para levar Jesus a um lugar mais calmo, longe dos outros pastores para dar detalhes e o porquê ele não estava contente com tamanha atividade em seu nome.
Jesus não explica muito. Diz que apenas três coisas. A primeira é que ele não os conhecia. Mesmo tendo muita notoriedade por causa de suas mega igrejas, grandiosos programas no rádio e na televisão, das impressionantes casas e jatos que possuíam, das autoridades que os receberam em seus gabinetes, das parceiras com os poderosos na Terra, mesmo e apesar de todas essas coisas, Jesus afirmou mais uma vez que não sabia nada a respeito deles. Suas atividades não foram registradas nos livros divinos. Tudo o que fizeram passou em brancas nuvens. Nada. Nem uma linha para a posteridade.
Assombrados com essa revelação ouvem de Jesus uma segunda coisa. Que Jesus iria para um lado e que eles iriam outro lado. Ao dizer isso Jesus aponta para um grande clarão ao longe. Chocados, eles percebem que aquele é lado do inferno. Pensam que alguma coisa está mesmo muito errada, pois eles haviam acabado com os demônios daquele lugar, eles haviam saqueado o inferno, haviam amarrado o diabo e seus asseclas. Jesus vendo a perplexidade em seus olhos estica os braços e, aponta para a mesma direção.
Mas eles insistem o porquê de tão inusitado veredito. Pacientemente, antes que prossigam na jornada, Jesus lhes informa a razão: vocês praticaram iniqüidades. Nesse momento eles não se contem. Como assim! Como praticamos iniqüidades se vimos o povo recebendo as profecias, livres dos demônios e felizes dando testemunhos de tantos milagres que realizamos?
Jesus lhes pergunta: “vocês não estudaram grego no seminário?” Grego? O que isso tem a ver com nossas atividades? Jesus então lhe diz que no grego a palavra anomós que foi traduzida por iniqüidade significa sem lei. “Vocês viveram sem lei, isso é: foram injustos em tudo o que fizeram. Não se preocuparam com o Juiz que fez leis e que tinha sua vontade a ser seguida. Viveram por suas próprias leis e vontades”.
O que eles haviam feito foi desviar foi enganar seus seguidores do verdadeiro Jesus e haviam usado o seu nome para confundir essas pessoas, muitas crédulas, e roubar delas o privilégio de ter tido um relacionamento digno com ele. Eles haviam induzido essas pessoas a fazer de Jesus um simples almoxarife celestial. Jesus lhes explica que não foi para isso que ele veio ao mundo. Jesus ainda lhes ensina que eles fizeram da igreja um grande negócio financeiro para proveito próprio. Que não se preocuparam em fazer missão e não pregaram o evangelho da redenção como ele havia pedido em seus mandamentos finais aos seus discípulos. Assim sendo, resume Jesus, vocês não entenderam nada, não me receberam, usaram meu nome falsamente, enganaram as pessoas e viveram como mercenários.
Esse foi apenas um grupo de pastores apresentando relatórios a Jesus. Há muitos outros na fila esperando para comparecer diante dele. Não há como escapar desse encontro.

Antonio Carlos Barro

10 anos sem jogar futebol

Faz tempo que você não joga futebol? Perguntei para o pastor que aceitou o convite para jogar no sábado a tarde.
Uns 10 anos me responde. Quando me converti a igreja proibia tudo que “era do mundo”. Filme também nunca mais tinha visto. Faz um ano que comprei uma televisão.
Vejo o pastor correndo pelo campo. Está feliz, está alegre.

Ficar ou sair?

É sábado. É cedo.
Quase pronto para tomar o café matinal, toca o telefone. Minha mulher indaga sobre quem pode ser a estas horas.
É um colega de ministério ou será que deveria dizer colega de mistério?
Liga para pedir um conselho. A diretoria da igreja está dividida. Exatamente a metade quer que ele saia no final do ano, a outra metade quer que ele fique. A metade contraria diz que pode até mesmo fazer um plebiscito com a igreja, mas não vai adiantar nada, porque ela fará oposição severa.
Meu amigo ligou mesmo para desabafar, porque ele já tem a solução: melhor sair e sair com dignidade.

Crianças, adolescentes e jovens do futuro

Gosto muito de futebol (sãopaulino fanático). Estava vendo um debate sobre a importância de priorizar as categorias de base nos clubes de futebol. Para quem não acompanha esse esporte, categoria de base é o nome dado para a formação dos atletas desde a infância. Alguns clubes investem em crianças desde a tenra infância. Vem desse trabalho de base o futuro do time e o sucesso financeiro dos clubes. Para que se tenha bom êxito é preciso então investimento de tempo, dinheiro e bom planejamento.
Fazendo um paralelo com o que acontece na vida da igreja, não deixa de ser interessante fazer algumas comparações.
As igrejas, de uma maneira geral, querem crentes já prontos. Priorizam a busca de adultos que venham “para somar”, pessoas que vão ajudar nos ministérios, ofertar e dizimar. Por isso, poucos pastores, têm uma ética que se aplica no recebimento de crentes de outras igrejas. Recebem-se membros de qualquer jeito, de qualquer maneira. Pouco importa de onde vieram ou que fizeram nas outras comunidades.
Enquanto isso, a igreja, também de uma maneira geral, dá pouca importância para a formação de suas crianças e jovens. Os professores de Escola Dominical não recebem treinamento adequado, não existem verbas para comprar material, as instalações são precárias. Crianças não participam de nada na igreja a não ser no dia das mães e Natal. Adolescentes e jovens também vão pelo mesmo caminho. Pega-se qualquer um para trabalhar com eles. Outro dia o Dr. Carlos Van Engen falando aos seminaristas da FTSA (www.ftsa.edu.br) disse algo que me fez pensar: “A igreja evangeliza os jovens de fora da igreja e enquanto isso perde os que estão dentro”. Que verdade tremenda!
As igrejas que não priorizarem suas crianças e seus jovens será sempre uma igreja de curta duração. Sempre inventando programas para divertirem os adultos, caso isso não aconteça eles “mudam” para outras comunidades. Adultos gostam de entretenimento. Um domingo uma banda, no outro a profetiza Jucicléia, no outro o Apóstolo Esnobão, no outro o curandeiro Santana e assim por diante. Por isso, esse rodízio de crentes nessa pizzaria chamada igreja.
O que a sua igreja tem feito pelas crianças? Pelos adolescentes e jovens? Escreva para mim.

Antonio Carlos Barro

Somos ovelhas, mas carneiros não!

Por muitos e muitos anos, desde os tempos antigos dos nossos primeiros missionários, é que como evangélicos nutrimos a idéia de que a nossas igrejas não poderiam se misturar com a política. Desde esse tempo fomos tomados por um espírito carneiral. Esse espírito, na verdade, não é o de manter a pureza do evangelho, como querem alguns, mas sim o do não envolvimento, não comprometimento.
O líder evangélico, em geral, é medroso. Tem medo de dizer publicamente o que pensa a respeito da política e dos políticos. Esse medo se dá em virtude de uma fobia de que a igreja ou ele serão perseguidos se houver alguma denúncia de sua parte. Ou o medo de não receber ajuda ou favores quando sua igreja precisar de algo de algum mandatário.
Devemos exorcizar o espírito carneiral do nosso meio. A hora é agora e já chegou. Somos fortes e nossas vozes TÊM que ser ouvidas. Não somos atores do Silêncio dos Inocentes, até porque de inocentes não temos mais nada.

Pr. Paschoal Piragine Jr sobre as eleições 2010

Como é bom, como é saudável, como é renovador, como é bom ver um pastor de uma igreja grande e famosa como o Pr. Pachoal Piragine fazer esse tipo de depoimento. O mais comum é ver a pastorada se escondendo, fugindo de comprometer-se, ficando em cima do muro. Lamentavelmente existe muito medo dos pastores de que se ele se comprometer com alguém e esse alguém não for eleito, ele ou a sua igreja irá sofrer algum tipo de perseguição. Parabéns Paschoal e que outros pastores façam o mesmo. Orgulho de ser seu amigo.