Aqui o diabo tá perdendo

Olhando no site do Yahoo no dia 1 de setembro de 2010 deu para ver que alguns temas bíblicos são bem procurados. Veja a lista:
833.000.000 resultados para Jesus
154.000.000 resultados para Deus
125.000.000 resultados para Cristo
47.700.000 resultados para igreja
10.400.000 resultados para diabo
Pelo menos aqui o diabo tá perdendo e perde feio.

Parece, mas não é

Olhe bem para as fotos. Parecem que são outros animais, mas não são.
São poodles.
Seus donos fizeram com que eles parecessem outras coisas. Mas continuam poodles.
Alguns donos de igrejas fazem a mesma coisa. Eles vestem o evangelho de Jesus com uma roupa qualquer e chamam de evangelho. É a mesma coisa que o dono do poodle chamá-lo de pato. Chamar ou dizer que o poodle é pato, não altera a natureza do animal. Chamar o evangelho de outra coisa, não altera a natureza do evangelho. O evangelho continua evangelho ainda que imperceptível aos olhos de muitos.
O duro é que tem gente que pensa que o poodle é pato e se relaciona com ele de forma “patológica”.
Ao fim e ao cabo, quem creu no pato pode ser perder.

Breves comentários sobre o livro de Gondim: Missão Integral

Vou fazer uns breves e poucos comentários sobre o livro Missão Integral: em busca de uma identidade evangélica, de Ricardo Gondim (Fonte Editorial, 2010). Esse livro é fruto do mestrado realizado no Programa de Pós-Graduação da Universidade Metodista debaixo da orientação de Jung Mo Sung. Uma critica de cunho mais acadêmico foi feita pelo meu amigo Jonathan Menezes e pode ser lida em: http://www.novosdialogos.com/artigo.asp?id=171

A primeira coisa que chama a atenção é que não existe crédito para a foto que ilustra a capa. Pesquisando no Google descobre-se a pintura que tem como título “O bom samaritano” (1890) de Vincent Van Gogh. Isso deveria ter sido mencionado em algum lugar do livro.

Na Tabela de Siglas tem um erro que precisa ser corrigido: CLAI não é Concílio Latino-Americano de Igrejas, mas sim Conselho. Concílio e Conselho são coisas diferentes, naturalmente. Algumas grafias estão incorretas. Menciono algumas: No Sumário Jung Mo Sung é chamado de Jungo. Das inúmeras vezes em que foi citado, por duas vezes Robinson Cavalcanti é chamado de Robson. Outro nome que é citado (sete vezes) errado, e, diga-se de passagem, muita gente faz isso, é o de Donald A. McGavran, que é chamado de McGravan. Moltmann for chamado de Moltman. Pelo menos uma vez o Longuini chamado de Linguini. Russell de Russel. Na página 129 o nome de McKaughan foi grafado de duas maneiras diferentes.
No rodapé número 30 tem uma grafia errada: Missãolintegral. No rodapé dois, começa assim: “A revista Instituto Moody de janeiro de 1921, um dos principais seminários… traz um artigo…”. O certo seria como está no rodapé 6: “A revista Moddy Bible Institute Monthly”.

Todas essas coisas são de somenos importância, podem e devem ser corrigidas numa próxima edição. Tem outras coisas que careceriam do autor um pouco mais de cuidado, pois são erros históricos e também de atenção. Ilustro:

Gondim afirma que o Movimento de Crescimento de Igreja foi defendido por McGavran quando na verdade ele foi criado por McGavran. Afirma que McGavran foi o fundador do Seminário Teológico Fuller. Na verdade o Fuller foi fundado em 1947 por Charles E. Fuller (a origem do nome da escola). McGavran juntou-se ao Fuller mais tarde. Ele foi o fundador da School of World Mission em 1965.
Ainda em relação a McGavran o autor afirma que o mesmo cunhou o termo Homogeneous Unit (HU). Gondim traduz esse termo para Comunidades Homogêneas o que é erro tremendo, pois desvirtua do sentido original é que Unidades Homogêneas. Gondim entendeu que uma Unidade Homogênea: “…consistia em organizar igrejas com pessoas da mesma classe social, para que não houvesse necessidade de se transpor barreiras e preconceitos, e assim alcançar o maior número de pessoas com a mensagem cristã. Quando se forma uma igreja com pessoas mais pobres, os ricos precisam fazer um esforço enorme para compreender a cultura, a cosmovisão do grupo”.
Esse entendimento do Gondim não condiz com idéia de McGavran. Gondim está pensando em comunidade e McGavran em unidade. McGavran nunca disse que o ideal de uma igreja é que ela seja formada somente por pessoas iguais. A pergunta que norteava McGavran era: “como os povos se tornam cristãos?”. A resposta que ele mesmo deu foi: “pessoas gostam de tornarem-se cristãs sem cruzar barreiras raciais, lingüísticas ou de classes”. Temos que entender que o contexto de McGavran era a Índia dos anos 50 onde ele cresceu e desenvolveu seu ministério no meio das castas e de agências missionárias ineficazes.
Agora sendo honestos, não é isso uma verdade? Um chinês não prefere ouvir o evangelho em Mandarim e juntar-se a uma igreja que fala sua língua? Um jovem universitário freqüenta a reunião de analfabetos na favela da cidade grande? Uma moça pobre faz parte da célula bíblica que se reúne no Morumbi? Essas coisas são exceções. Não é verdade que todas as nossas igrejas funcionam dentro do modelo eclesiola in Eclesia semelhantes àquele desenvolvido por João Wesley? O ponto de McGavran é que as pessoas gostam de freqüentar reuniões de pessoas do seu nível. E isso é exatamente o que temos visto em nosso mundo de igrejas. Isso não significa excluir ou tornar-se racista.
Agora, esse princípio de McGavran tem problemas? Naturalmente que sim, eu mesmo quando, estudante dessa escola em 1990, fiz uma critica severa ao HU (Unity and Diversity in the Family of God em http://www.ediaspora.net/ACB_article3.html). O que eu estranho é que o Gondim faz críticas ao McGavran sem ler a obra do mesmo. Foi uma crítica de segunda mão, pois na bibliografia não consta nenhuma obra de McGavran e a obra desse autor é vastíssima. Para entender melhor suas idéias é necessário ler seu famoso livro The Bridges of God e depois então seu livro mais famoso Compreendendo o Crescimento da Igreja (Editora Sepal).

O autor também é bastante confuso quando conceitua quem é fundamentalista. Tomo apenas como ilustração o Seminário Fuller. O autor diz que muitas igrejas fundamentalistas continuam se alimentando “dos ensinos do Instituto Moody, do Fuller Theological Seminary…”. Ou seja, ele coloca o Fuller e o Moody juntos. Seria o mesmo que no Brasil você colocar a EST e o Betel juntos somente porque são seminários evangélicos. Eu acho que o Gondim confunde a Escola de Missões do Fuller com a escola de teologia do Fuller. A Escola de Missões é bem conservadora em relação à Escola de Teologia. Alias a teologia do Fuller sempre foi considerada liberal pelos conservadores. O próprio Gondim, mais tarde em seu livro, vai dizer que professores do Fuller criticavam o fundamentalismo.
O erro do Gondim é bastante comum entre os latino-americanos, isto é, confundir o Fuller (que tem três escolas: teologia, psicologia e missões) com McGavran e Peter Wagner. Faltou do autor aprofundamento nessa questão. Na sua dissertação ele cita um dos livros do historiador americano George M. Marsden, todavia, quando tratando do tema fundamentalismo no Fuller, Gondim deveria ter visto o outro livro de Marsden (Reforming Fundamentalism: Fuller Seminary and the New Evangelicalism), onde no prefácio a edição capa mole afirma: “… Fuler Seminay começou como fundamentalista, mas tem descido dessa montanha desde então”. Se esse tema é importante para Gondim, ele deve ler sobre o debate que se seguiu à publicação do livro de Marsden.
Em outro lugar Gondim está certo em afirmar que a Presbyterian Church in America é uma igreja fundamentalista, mas erra ao concluir que por ser fundamentalista ela está diminuindo. A PCA como é conhecida, é talvez uma das únicas igrejas de linha reformada que está crescendo nos Estados Unidos.

Mas, nada das coisas mencionadas acima tem tanta importância quanto ao que eu creio ser uma representação incorreta do movimento evangelical norte-americano. Para ilustrar que evangelismo tem mais importância do que ação social ele vai usar um autor, Christopher Little, que escreveu um artigo intitulado “What Makes Mission Christian?” (alias esse What também está grafado incorreto no livro).
O problema em deduzir largamente somente desse autor, é que o mesmo não representa de forma alguma o cenário evangélico ou evangelical norte-americano. A revista onde o artigo foi publicado não tem a menor importância nos Estados Unidos. Sua publicação não é acadêmica e quase nunca usada em teses de mestrado ou doutorado. Gondim deveria ter lido, por exemplo, Jim Wallis e os artigos da Revista Sojourners (http://www.sojo.net) para perceber que há nos Estados Unidos uma grande turma de teólogos que não pensa como Little. Gente como: Tony Compolo, Ron Sider, Howard Snyder, Charles Van Engen e muitos outros.

Finalmente, para não ser muito longo, diria que o autor precisa resolver seu problema com os reformados e com o tema da soberania de Deus. Pelo menos em duas oportunidades ele menciona o tema sempre de forma amarga e o tema não é nem o assunto do livro. Em algum lugar afirma: “Outra dimensão que requer aprofundamento tem a ver com a teologia sistemática evangélica que repete a doutrina calvinista da providência divina quando afirma um teísmo quase fatalista”. Anteriormente, quando analisa os preletores do CBEII critica Ronaldo Lidório (presbiteriano) por afirmar a soberania de Deus. Essa birra do autor desmente o que ele havia prometido ao conceber seu trabalho: fazer análises isentas e absolutamente objetivas. Alias uma impossibilidade, pois todos sabem que a nossa cosmovisão nos torna etnocêntricos. A propósito, no anexo do livro, Kivitz me parece fazer uma afirmação bem calvinista sobre a total soberania de Deus: “A Missão Integral implica na ação para que Cristo seja Senhor sobre tudo, todos, em todas as dimensões da existência humano”.

O livro do Gondim é importante, não deixa de ser. É mais uma tentativa de trazer o tema da Missão Integral para o lugar principal do palco onde se desenvolve esse movimento evangélico brasileiro. Penso, todavia, que existe nesse movimento e também na dissertação, um equívoco em confundir a teologia da Missão Integral com a Missão Integral propriamente dita. Esse equívoco é visto nas próprias palavras de seu orientador, Jung Mo Sung quando diz: “… E essas duas correntes [Teologia da Missão Integral e a Teologia da Libertação] compartilham hoje a situação de enfraquecimento, tanto no campo teológico quanto no eclesial”. Concordo, em parte, com essa afirmação. Se existe um enfraquecimento ou uma crise, isso se dá nos meios acadêmicos e quem sabe nas igrejas ricas das cidades grandes onde os pastores defendem o tema, mas não conseguem colocar as coisas na prática e entram em crise. Na periferia desse mundo acadêmico e das igrejas ricas, a Missão Integral está acontecendo e muito. São milhares de pequenas comunidades ministrando o amor e bondade de Deus. É encantador ver pastores sem nenhuma projeção tornando o evangelho de Jesus concreto no dia a dia de suas comunidades. Quem tem olhos para ver e ouvidos para ouvir vão descobrir esse tesouro maravilhoso.

Ironicamente Gondim termina seu livro com uma frase bem fundamentalista: … que a Missão Integral leve todo o evangelho a todos os homens e mulheres em todas as realidades, até que venha o Reino”. Alias, essa era a mesma tese do panta ta etne de McGavran.

Antonio Carlos Barro

É isso que fazemos com o cristianismo brasileiro?

Clique na imagem ao lado.
Muitas vezes eu penso que as nossas críticas do movimento evangélico brasileiro é desproporcional.
Nos esquecemos que sempre fazemos observações a partir da nossa cosmovisão, da nossa perspectiva. Que, diga-se de passagem, está e é sempre correta. O outro não tem chances diante da nossa “correta” avaliação.
Eu mesmo tenho me perguntado se não estou sendo muito cínico, amargo e muitas vezes cruel nos meus escritos. Se por um lado temos que avaliar, por outro lado temos que entender que Deus pode usar um canal para salvar alguém diferente daquele ou daquilo que achamos ser o correto.
Usos e costumes, doutrinas e conceitos, sinais e prodígios, etc.
Quais são as coisas que a sua igreja faz, mas que você não vê, mas vê no olho da igreja vizinha? Convido você a fazer esse exercício.

O plural de fé

Uma internauta fez a seguinte pergunta: Qual é o plural de fé? Dentre as muitas respostas dadas por outros internautas, ela escolheu essa: “fezes… é tudo a mesma koisa! a mesma porcaria q as pessoas fazem na igreja”.
Certamente você não concordará com a resposta. Todos nós sabemos que o vocábulo fé não tem plural. Isso me faz lembrar um seminarista que no entusiasmo de incentivar outros estudantes a promover a fé, disse: “as pessoas precisam conhecer as nossas fezes”. Não é preciso dizer que a pregação acabou por ai mesmo.
No Gramatigalhas lemos que o plural de má-fé é más-fé. Ou seja, se a fé não tem plural, a má fé tem. Acho que é por isso que o mundo evangélico está poluído.
Voltando à resposta da internauta, mesmo que não concordemos com a resposta, é preciso levar em conta que os atos da igreja é que levam as pessoas a pensarem assim. São essas más-fés que aparecem mais aos olhos do público. O nosso papel, então, é demonstrar as boas-fés para que o mundo veja e o Pai seja glorificado.
ACBarro

Lula citando Jesus

Sabedores que são que o público evangélico e também, creio eu, o público católico mais carismático está observando claramente as opiniões da Dilma quanto às questões que são extremamentes importantes no que concerne à família tais como aborto e casamento entre homossexuais, os marketeiros de plantão voltam suas atenções a esse seguimento da população com o objetivo de dizer que as coisas não são bem assim.
Segundo a Folha de São Paulo (24/8/2010) “A coordenação da campanha de Dilma Rousseff (PT) mandou imprimir 1 milhão de exemplares do boletim “Ao Povo de Deus”, que inclui, em suas oito páginas, a carta em que a candidata declara ser do Congresso a prerrogativa de tratar de temas ‘como aborto, formação familiar e uniões estáveis’”.
Isso posto, até parece que o congresso é uma entidade autônoma em relação ao governo federal. Todos nós sabemos que quando chega uma lei para ser votada no congresso o governo faz pressão de todos os modos e os partidos não votam de acordo com a ética que o tema pede, mas sim de acordo com a necessidade que cada um tem de tirar proveito da situação. A mesma Folha argumenta que essa ”iniciativa, simultânea à declaração de Lula de que ‘se Deus está conosco, ninguém está contra a gente”, visa diluir a resistência de parcela do eleitorado mais religioso a Dilma e responder a uma ofensiva de internet que descreve a candidata como favorável ao aborto e ao casamento entre homossexuais.
Lula agora virou teólogo. Cita e se apodera de um dizer de Jesus. Fica parecendo que os brasileiros que são contrários a Dilma são contrários a Deus. Essa lógica é perversa. Nós, cristãos, estamos nesse mundo para servir o nosso Deus e aumentar o seu reinado justo sobre a Terra. Vamos cumprir o nosso dever com honestidade e civilidade. Nós podemos fazer diferença nessa pátria amada.

ACBarro

A unção financeira dos últimos dias

Está lá no site do Pr. Silas Malafaia (www.vitoriaemcristo.org.br), portanto, é público para quem quiser ler, participar, criticar ou fazer o que quiser com a informação.
O título da matéria é: A unção financeira dos últimos dias.
Depois umas palavras sobre como o Morris Cerullo é bom em profetizar sobre dinheiro, o texto oferece a seguinte pérola de grande valor: “… o pastor Cerullo tem uma nova palavra profética: A UNÇÃO PROFÉTICA DOS ÚLTIMOS DIAS, em que o Senhor realizará uma grande transferência de riquezas dos ímpios para os justos”.
Talvez você esteja esfregando os olhos para ver se leu isso mesmo. Mas é isso. Está profetizado. Os ímpios vão dar seus dinheiros para os crentes.
Portanto, entre na fila e estenda as mãos em forma de conchinha para segurar muita grana.
Agora, se você pensou que era um dos justos e era somente entrar na fila para agarrar o seu, está muito enganado. Para segurar um lugar na fila de espera você tem que plantar uma semente de fé. Uma só. Não mais do que uma.
Mas se você está pensando que é somente ir no quintal ou no jardim da praça e plantar um sementinha. De novo, você está enganado.
Uma semente de fé custa a bagatela de R$610.00.
Sim senhor, sim senhora. R$610,00.
A sua sementinha vai crescer. Ela, ou seja, a grana vai direto para a Associação Vitória em Cristo.
Eu não sei sobre você, mas eu não vou plantar nada, nadinha.
Eu acho que o Cerullo quando está falando dos ímpios, está falando de você. Você vai transferir para ele, o justo, o seu dinheiro. Agora é com você. Você crê ou não crê.
De todos os modos, sugiro guardar o recibo.

A.C.Barro