A igreja é mais do que uma agremiação recreativa

Dizer que os tempos são outros é perda de tempo. Já sabemos disso. Alias, a filosofia popular diz que ao dobrar a esquina você já não é mais o mesmo.
Nessa mudança de tempos, a igreja também mudou e vai mudando ainda que as pessoas continuem negando isso. Se você é “antigo” de igreja acho que já deu para perceber isso. Os mais novos na fé não tem a referência que você tem, por isso, não adianta nada puxar pelo passado. Já era.
Dizem os entendidos que as pessoas de hoje querem comunhão, relacionamentos. E mais, a igreja deve ser esse espaço.
Creio que ninguém questiona isso. A igreja é mesmo um centro de convivência amorosa de pessoas que tem em comum o senhorio de Cristo.
Agora a igreja é mais do que isso. Ela não deve limitar-se a ser um grêmio cultural ou um clube recreativo. Se alguém procura uma igreja apenas e tão somente por causa dos relacionamentos, é melhor filiar-se ao um clube da cidade. É mais barato (pressupondo que a pessoa seria dizimista).
A igreja que tenta se sustentar apenas em eventos para entreter os seus vai aos poucos perdendo sua essência ainda que continue sendo atrativa por causa da comunhão entre seus membros.
ACBarro

Eu e a igreja de Cristo: uma relação conflituosa

Se Cristo fosse membro da sua igreja local, ele:

1. Criticaria a igreja com a frequência que você critica?
2. Falaria mal da igreja com a facilidade que você fala?
3. Boicotaria a igreja com a moleza que você a boicota?
4. Ofertaria para a igreja a mesma quantia que você oferta?
5. Participaria dos ministérios da igreja com a mesma alegria que você participa?
6. Envolveria-se com a missão da igreja como a mesma intensidade que você se envolve?

Com isso tudo não quero dizer que a igreja esteja isenta de erros e culpas para passar ilesa de qualquer observação.

Mas, também quero dizer que não é possível que continuemos a dar tiro no nosso próprio pé como temos dado nos dias atuais.

A igreja recebe pedradas dos de fora e tiros dos de dentro. Complicado assim…

Tem ainda um agravante. Quando a gente fala da igreja de forma tão negativa, a gente está se incluindo na fala? Ou estamos falando na terceira pessoa como se não fizessemos parte da igreja?

Eu sou a igreja.

Finalmente, lembre-se de uma coisa: a igreja não é o que ele será.

Jonas, o chefe de Deus

Tem certas perguntas na Bíblia que não são fáceis de serem respondidas. Esta que Deus faz a Jonas é uma delas:
E não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive em que estão mais de cento e vinte mil homens que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda, e também muitos animais?

Jonas é um controlador. Ela controla sua própria vida e quer também controlar Deus.
Jonas é um justiceiro. Ele sabe o que é justo e discorda da justiça de Deus.
Jonas é preconceituoso. Ele sabe quem é bom e discorda da não acepção de pessoas de Deus.
Jonas é impiedoso. Ele sabe que merece ser salvo e discorda do projeto salvador de Deus.

Então, finalmente, Deus lhe pergunta: Jonas, posso amar quem eu quero? Posso perdoar quem eu quero? Posso ter misericórdia de quem eu quero?

Para mim, o mais interessante de tudo isso é que Deus não deu chance ou não teve paciência de ouvir a resposta do profeta. O livro termina com a pergunta e a resposta fica no ar e está no ar até hoje.

Jonas é o nosso espelho. Ele representa a todos nós. Representa nossas igrejas, nossos pastores, nossos líderes, nossos comitês missionários, representa aquela mulher “piedosa” que fiscaliza a todos, aquele jovem mais crente que os outros jovens, aquela pessoa que fica entregando os crentes pecaminosos para o pastor. Ele representa a nossa inútil pretensão de colocar Deus numa jaula e domesticá-lo de acordo com os nossos pareceres.

A igreja de hoje pode se preparar porque vai aparecer muita gente, mas muita gente mesmo para ela amar. O que tem de ninivita para ser salvo não é brincadeira. Vamos ver como os nossos Jonas e nossas Joanas vão se comportar. Como vão responder a milenar perguntinha: Posso amar quem eu quero amar?

ACB

Missões já era ou ainda tem espaço?

Estou participando da Conferência de Missões da Igreja Evangélica Reformada em Carambeí, Paraná. Enquanto esperava pelo início do culto estava pensando nos tempos idos de quando as conferências missionárias começaram a pipocar em nossas igrejas.
Era uma febre. Chovia convites para falar aqui, ali e tantos outros lugares. Jovens animados, pastores envolvidos. Orava por missões, enviava missionários, levantavam ofertas especiais. Mas, o tempo foi passando, pastores deixaram as igrejas, comitês de missões foram minguando, o tema ficou cansativo para uns poucos levarem adiante.
A realidade é que hoje esse não é mais um tema que apaixona as igrejas locais. Falar de missões confunde com missão; evangelismo versus obra social continua sendo uma discussão inútil e sem sentido. Toda a esperança que se colocava no Brasil como o celeiro das missões mundiais está escoando pelo ralo. O que fazer?
Compartilhe com os leitores do blog o que a sua igreja está fazendo nessa área. Quais são as sugestões para que o tema não saia de cena totalmente?

Antonio Carlos Barro