Jesus: Ser ou não Ser

Final de semestre.
Tempo de avaliação para todos: professores e estudantes. Juntos compartilhamos e aprendemos. Refletimos sobre os grandes desafios para a igreja nos próximos anos. Desafios externos e internos.
Compartilhei que um dos grandes desafios, já hoje, é sobre a exclusividade da salvação na pessoa de Jesus. Não é politicamente correto afirmar que só Jesus salva e que os outros sistemas religiosos são inúteis e inoperantes. Não é moderno, não é de bom tom fazer tal afirmação.
Caminhamos para a pluralidade religiosa. Não tem retorno.
A pergunta é sobre como a igreja reagirá a isso. Do jeito que as coisas andam pelo nosso lado podemos afirmar com certeza que a igreja irá recuar, alias já está recuando. Há muitas vozes afirmando que Jesus é o salvador dos cristãos e que cada religião tem o seu salvador. Por isso, nossa tarefa não evangelizar e muito menos enviar missionários, mas sim engajar-nos em um processo rico e iluminador chamado diálogo interreligioso.
Bonito, fica bem e livra a nossa cara do conservadorismo e da pecha de que somos mentes pequenas.
Quando isso pegar forte os conservadores devem sair a campo para defender Jesus como se Jesus precisasse dessa defesa.
O que é mais irritante é que essa defesa de Jesus é uma conversa mole. Querem defender Jesus apenas num artigozinho ou num sermãozinho qualquer. Isso não vale nada.
A melhor resposta da igreja é justamente evangelizar, mandar missionários.
Agora, adianta defender e usar todos os recursos da igreja com ela mesma? Adianta defender e nem perceber os miseráveis que moram ali pertinho do templo? Adianta defender quando os seminaristas da igreja passam fome? Adianta defender quando os pátios das igrejas estão cheios de carros do ano e os missionários passam fome?
Adianta?
As ações da igreja mostram que os liberais estão certos. Ou não?

ACB

Precisamos de teologia?

Tenho um livro em cima da minha mesa escrito por um amigo argentino (sim é possível ter amigos argentinos), Alberto Roldan.
O título do livro é intrigante: Para que serve a teologia? (Editora Descoberta – www.descoberta.com.br). Uma bela introdução ao tema. Simples, claro e de fácil entendimento.
Nesses dias que estamos vivendo eu faço essa pergunta com freqüência. Teologia, na mente de alguns, serve apenas para causar tumulto da mente dos crentes fervorosos. Um dia alguém me disse: “o pastor precisa apenas ler a Bíblia”. Implicando que o pastor não precisa ler livros de teologia, dicionários, comentários e afins. Que o pastor pouco lê nós já sabemos, basta perguntar a qualquer livreiro ou editora.
Se o pastor ou o crente lê somente a Bíblia é uma baita de um alienado. Vê notícias na TV, mas não sabe o que fazer com elas em relação ao texto sagrado. Não sabe como responder aos dilemas da modernidade mesmo decorando alguns versos da Bíblia.
A teologia corrige a prática da igreja e a prática da igreja fornece elementos para o fazer teologia. Assim caminhamos. Da minha parte eu não dispenso a leitura de um bom texto, de uma boa reflexão que me desafia e me faz pensar.
E você? O que pensa da teologia?

Antonio Carlos Barro

Já Vimos Isto Antes: Rob Bell e o Ressurgimento da Teologia Liberal

O romancista Saul Bellow ressaltou, certa vez, que ser um profeta é uma obra excelente se você pode consegui-la. O único problema, ele sugeriu, é que, mais cedo ou mais tarde, um profeta tem de falar sobre Deus. E, nesse ponto, o profeta tem de falar com clareza. Em outras palavras, o profeta terá de falar com especificidade a respeito de quem é Deus, e, nesse ponto, as opções se restringem.

Durante os últimos vinte anos, um movimento identificado como cristianismo emergente tem feito o seu melhor para evitar o discurso com especificidade. Figuras importantes no movimento ofereceram críticas mordazes dos principais segmentos do evangelismo. Mais enfaticamente, eles têm acusado, de diversas maneiras, o cristianismo evangélico de ser excessivamente preocupado com doutrina, fora de sintonia com a cultura, muito proposicional, ofensivo além do necessário, esteticamente mal nutrido e monótono.

Muitas de suas críticas eram relevantes – em especial, aquelas alicerçadas em preocupações culturais – mas outras denunciaram o que pode ser descrito como um relacionamento estranho com a teologia cristã ortodoxa. Desde o começo do movimento, muitos líderes da igreja emergente exigiam uma grande transformação na teologia evangélica.

No entanto, mesmo quando muitos desses líderes insistiam em que permaneciam dentro do círculo evangélico, ficou claro que muitos estavam se movendo para uma postura pós-evangélica. Houve os primeiros indícios de que o rumo do movimento seguia em direção ao liberalismo teológico e ao revisionismo radical. Mas a forma predominante do argumento deles era a sugestão, e não a asseveração.

Em vez de fazerem asseverações teológicas e doutrinárias claras, figuras da igreja emergente levantam, geralmente, questões e oferecem comentários sugestivos. Influenciados pelas teorias da narrativa pós-modernas, muito no movimento da igreja emergente se apóiam em histórias, e não no argumento formal. A direção geral parecia bastante clara. Os principais líderes da igreja emergente pareciam estar impulsionando o Liberalismo Protestante – apenas um século depois.

O liberalismo protestante surgiu no século XIX quando teólogos influentes defendiam uma reforma doutrinária. O desafio deles para a igreja era simples e franco: os desafios intelectuais da era moderna tornavam impossível a crença nas doutrinas cristãs tradicionais. Friedrich Schleiermacher escreveu seus fervorosos discursos para os “desprezadores cultos” da religião, argumentando que algo de valor espiritual permanecia no cristianismo mesmo quando suas doutrinas não eram mais críveis. Historiadores eclesiásticos, como Adolf von Harnack, argumentavam que certo núcleo de verdade e poder espiritual permanecia mesmo quando as afirmações doutrinárias do cristianismo eram negadas. Nos Estados Unidos, pregadores como Harry Emerson Fosdick pregavam que o cristianismo tinha de harmonizar-se com a era moderna e abandonar suas afirmações sobrenaturais.

Os liberais não planejavam destruir o cristianismo. Pelo contrário, estavam certos de que estavam resgatando o cristianismo de si mesmo. O esforço de resgate dos liberais exigia a capitulação das doutrinas que a era moderna achou mais difíceis de aceitar, e a doutrina sobre o inferno era a principal em sua lista de doutrina que tinham de ser renunciadas.

Como observou o historiador Gary Dorrien, do Union Theological Seminary – a fortaleza do liberalismo protestante – foi a doutrina do inferno que marcou os primeiros grandes afastamentos da ortodoxia teológica nos Estados Unidos. Os primeiros liberais não podiam aceitar e não aceitariam a doutrina do inferno que incluía punição eterna consciente e o derramamento da ira de Deus sobre o pecado.

Portanto, eles a rejeitaram. Argumentaram que a doutrina sobre o inferno, embora revelada com clareza na Bíblia, difamava o caráter de Deus. Ofereceram evasivas intencionais dos ensinos da Bíblia, revisões da doutrina e rejeição do que a igreja havia afirmado em toda a sua longa história. Por volta do final do século XX, a teologia liberal havia esvaziado amplamente as principais igrejas e denominações protestantes. Quando se inicia o novo século, o liberalismo teológico é não somente uma rejeição do cristianismo bíblico – mas também uma tentativa fracassada de resgatar a igreja de suas doutrinas. Por fim, uma sociedade secular não sente qualquer necessidade de freqüentar ou apoiar igrejas secularizadas que possuem uma teologia secularizada. A negação da doutrina sobre o inferno não trouxe relevância para as igrejas liberais. Apenas enganou milhões de pessoas quanto ao seu destino eterno.

Isso nos traz à controvérsia sobre o livro Love Wins, de Rob Bell. Como a sua capa anuncia, o livro fala sobre “o céu, o inferno e o destino de cada pessoa que já viveu”. Ler esse livro é uma experiência entristecedora. Já lemos esse livro antes. Não as palavras exatas, nem apresentado de modo tão habilidoso, mas o mesmo livro, o mesmo argumento, a mesma tentativa de livrar o cristianismo da Bíblia.

Rob Bell, como comunicador, é um gênio. Ele é o mestre da pergunta pungente, da história distorcida e da anedota pessoal. Como Harry Emerson Fosdick, o paladino do liberalismo no púlpito, Rob Bell é um exímio comunicador. Se ele tivesse planejado defender o ensino bíblico sobre o inferno, ele o teria feito maravilhosamente. Teria prestado um grande serviço à igreja. Mas isso não foi o que ele intencionou fazer.

Como Fosdick, Rob Bell se preocupa profundamente com as pessoas. Isso se evidencia em seu escritos. Não há razão para duvidarmos que Rob Bell escreveu este livro motivado por sua preocupação pessoal com as pessoas que se irritam com a doutrina sobre o inferno. Se essa preocupação tivesse sido direcionada a uma apresentação de como a doutrina bíblica sobre o inferno se encaixa no contexto mais amplo do amor e da justiça de Deus e do evangelho de Jesus Cristo, isso teria sido um benefício para milhares de cristãos e outras pessoas que procuram entender a fé cristã. Mas não é isso que Bell faz em seu novo livro.

Em vez disso, Rob Bell usa seu incrível poder literário e comunicativo para dividir a mensagem da Bíblia e lançar dúvidas sobre os seus ensinos.

Ele afirma claramente o seu interesse: “Um impressionante número de pessoas têm sido ensinadas de que um grupo seleto de cristãos viverão para sempre em lugar de paz, regozijo e alegria chamado céu, enquanto o resto da humanidade viverá para sempre em tormento e punição no inferno, sem qualquer chance de algo melhor. Diz-se claramente a muitos que essa crença é uma doutrina central da fé cristã e que rejeitá-la significa, em essência, rejeitar a Jesus. Isso é errado, prejudicial e, em última análise, subverte a contagiante propagação da mensagem de amor, paz, perdão e alegria de Jesus, a mensagem que o nosso mundo precisa ouvir urgentemente”.

Essa é uma afirmação tremenda; é bastante clara. Rob Bell crê que a doutrina da punição eterna de pecadores que não se arrependem está impedindo que as pessoas venham a Jesus. Esse é um pensamento inquietante, mas, sob melhor análise, destrói a si mesmo. Em primeiro lugar, Jesus falou com muita clareza sobre o inferno, usando uma linguagem que só pode ser descrita como explícita. Jesus advertiu sobre “aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mt 10.28).

Em Love Wins, Rob Bell faz o seu melhor para argumentar que a igreja tem permitido que a história do amor de Jesus seja pervertida por outras histórias. A história de um inferno eterno não é, ele crê, uma boa história. Ele sugere que uma história melhor envolveria a possibilidade de o pecador vir à fé em Cristo depois da morte, ou de o inferno ser uma cessação de existência, ou de o inferno ser, por fim, esvaziado de seus habitantes. O problema, é claro, é que a Bíblia não nos dá qualquer indício da possibilidade de um pecador ser salvo depois da morte. Em vez disso, a Bíblia diz: “Aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hb 9.27).

Ele também advoga uma forma de salvação universal. Novamente, as afirmações de Rob Bell são mais sugestivas do que declarativas, mas ele tenciona claramente que seus leitores sejam persuadidos de que é possível – até provável – que aqueles que resistem, rejeitam ou nunca ouvem de Cristo possam, apesar disso, ser salvos por meio de Cristo. Isso significa que nenhuma fé consciente em Cristo é necessária para a salvação. Bell sabe que tem de lidar com textos como Romanos 10.14: “E como ouvirão, se não há quem pregue?” Ele diz que concorda sinceramente com esse argumento do apóstolo Paulo, mas, em seguida, descarta todo o argumento e sugere que esse não pode ser o plano de Deus. Evita totalmente a conclusão de Paulo de que a fé vem pelo ouvir e o ouvir “pela palavra de Cristo” (Rm 10.17). Bell rejeita a idéia de que uma pessoa tem de chegar a um conhecimento pessoal de Cristo nesta vida, para que seja salva. “E se o missionário não alcançar os perdidos?”, ele pergunta.

Essa é a maneira como Rob Bell lida com a Bíblia. Ele argumenta que as portas que nunca se fecharão na Nova Jerusalém (Ap 21.25) significam que a oportunidade de salvação jamais se fecha, mas ele evita considerar o capítulo anterior, que inclui a afirmação clara da justiça de Deus: “E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo” (Ap 20.15). As portas eternamente abertas da Nova Jerusalém aparecem depois desse julgamento.

Assim como muitos outros, Bell quer separar a mensagem de Jesus das outras vozes do Novo Testamento, em especial a voz do apóstolo Paulo. Nisto, temos de enfrentar a inescapável questão da autoridade bíblica. Ou afirmaremos que cada palavra da Bíblia é verdadeira, digna de confiança e plena de autoridade, ou criaremos nossa própria Bíblia, de acordo com nossas preferências. Em palavras francas, se Paulo e Jesus não falam a mesma coisa, não temos qualquer idéia do que é realmente verdadeiro.

Bell prefere o inclusivismo, a crença de que Cristo está salvando a humanidade por outros meios além do evangelho, incluindo outras religiões. Mas ele confunde as coisas, parecendo advogar o universalismo em algumas páginas, mas esquivando-se de uma afirmação plena. Ele rejeita a crença de que a fé consciente em Cristo é necessária para a salvação, mas não se firma com clareza numa descrição específica do que ele crê.

Bell tenta reduzir toda a Bíblia e a inteireza do evangelho a história e crê que é seu direito e dever determinar que história é melhor do que outra – que versão do cristianismo será convincente e atraente para os incrédulos. Afinal de contas, ele estabeleceu isso como seu alvo – substituir a história recebida por algo que vê como melhor.

O primeiro problema nessa atitude é óbvio. Não temos nenhum direito de determinar que “história” do evangelho preferimos ou achamos mais convincente. Temos de lidar com o evangelho que recebemos de Cristo e dos apóstolos, a fé que uma vez por todas foi entregue à igreja. Sugerir que outra história é melhor e mais atraente do que essa história é audácia de proporções fenomenais. A igreja está presa à história revelada na Bíblia – em toda a Bíblia… cada palavra dela.

Há um segundo problema, um problema que podemos achar que já tínhamos aprendido. O liberalismo não convence. Bell quer argumentar que o amor de Deus é tão poderoso, que “Deus consegue o que Deus quer”. Ora, Deus quer a salvação de todos, Bell argumenta, logo, todos serão salvos – alguns depois da morte, até muito tempo depois da morte. Mas ele não pode sustentar essa idéia por causa da sua absoluta afirmação da autonomia humana: Deus mesmo não pode impedir e não impedirá de ir para o inferno alguém que está decidido a ir para lá. Portanto, se entendemos Bell em seus próprios termos, nem ele crê que “Deus consegue o que Deus quer”.

Semelhantemente, o argumento de Bell está centralizado na afirmação do caráter amoroso de Deus, mas ele separa o amor da justiça e da santidade. Isso é característico do liberalismo tradicional. O amor é divorciado da santidade e se torna mera sentimentalidade. Bell quer resgatar a Deus de qualquer ensino de que sua ira é derramada sobre o pecado e pecadores e, com certeza, em qualquer sentido de punição eternamente consciente. Mas Bell também quer Deus vindique as vítimas de assassinato, estupro, abuso infantil e males semelhantes. Ele parece não reconhecer que tem destruído sua própria história, deixando Deus incapaz ou indisposto de realizar sua própria justiça.

Na verdade, qualquer esforço humano para oferecer ao mundo uma história superior à abrangente história da Bíblia fracassa em todos os lados. É uma abdicação da autoridade bíblica, uma negação da verdade bíblica e um evangelho falso. Engana pecadores e não salva. Também fracassa em seu alvo central – convencer pecadores a pensarem melhor em Deus. O verdadeiro evangelho é o evangelho que salva – o evangelho que tem de ser ouvido e crido, para que pecadores sejam salvos.

Mas é exatamente neste ponto que o livro de Rob Bell se desvia. Ele descreve o evangelho nestes termos:

Começa na verdade certa e segura de que somos amados. A verdade de que, apesar do que saiu horrivelmente errado em nosso coração e se espalhou por todos os cantos do mundo; apesar de nossos pecados, erros, rebelião e coração insensível; apesar do que foi feito para nós e do que temos feito, Deus fez as pazes conosco.

Ausente do evangelho de Rob Bell, está qualquer referência clara a Cristo, qualquer entendimento adequado do pecado, qualquer afirmação da santidade de Deus e de sua garantia de punir o pecado, qualquer referência ao sangue derramado de Cristo, de sua morte na cruz, de sua expiação vicária e de sua ressurreição e, tão impressionantemente, qualquer referência à fé como a reposta de pecadores às boas-novas do evangelho. Aqui não há verdadeiro evangelho. Isso é apenas uma reedição da mensagem impotente do liberalismo teológico.

N. Richard Niebuhr condensou brilhantemente a teologia liberal nesta sentença: “Um Deus sem ira trouxe homens sem pecado a um reino sem julgamento por meio das ministrações de um Cristo sem uma cruz”.

Sim, já lemos este livro antes. Com Love Wins, Rob Bell se move firmemente no mundo do liberalismo protestante. Sua mensagem é um liberalismo que chega tarde no cenário. Tragicamente, sua mensagem confundirá muitos crentes, bem como inúmeros incrédulos.

Não ousamos evadir-nos de tudo que a Bíblia diz sobre o inferno. Jamais devemos confundir o evangelho, nem oferecer sugestões de que talvez haja algum meio de salvação além da fé consciente em Jesus Cristo. Jamais devemos crer que podemos fazer um trabalho de relações públicas a respeito do evangelho ou do caráter de Deus. Jamais devemos ser imprecisos e subversivamente sugestivos sobre ao que a Bíblia ensina.

Nas páginas iniciais de Love Wins, Rob Bell garante aos seus leitores que “nada neste livro não foi ensinado, sugerido ou celebrado por muitos antes de mim”. Isso é bastante verdadeiro. Mas a tragédia é que essas coisas foram ensinadas, sugeridas e celebradas por aqueles cuja companhia nenhum amigo do evangelho deveria querer. Neste novo livro, Rob Bell toma sua posição com aqueles que tem procurado resgatar o cristianismo de si mesmo. Sob qualquer medida, isso é uma grande tragédia.

O problema começa no próprio título do livro. A mensagem do evangelho não é apenas que o amor vence (Love Wins) – é que Jesus salva.

Traduzido por: Wellington Ferreira

Copyright:© R. Albert Mohler Jr.

©2011 Editora Fiel

Traduzido do original em inglês: We Have Seen All This Before: Rob Bell and the (Re)Emergence of Liberal Theology. Publicado originalmente no site: www.albertmohler.com

Albert Mohler Jr.

Dr. Albert Mohler é o presidente do Southern Baptist Theological Seminary, pertencente à Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos; é pastor, professor, teólogo, autor e conferencista internacional, reconhecido pela revista Times como um dos principais líderes entre o povo evangélico norte-americano. É casado com Mary e tem dois filhos, Katie e Christopher.

Todos os dias serei salvo

“Cura-me Senhor, e serei curado, salva-me, e serei salvo; porque tu és o meu louvor” Jr. 17.14
São muitos os momentos em nossas vidas que achamos que já chegamos ao fim da estrada. Por todos os lados em que olhamos não conseguimos encontrar nenhuma saída, nenhuma porta de escape. São situações que levam qualquer um ao desespero e muitos sofrimentos.
A Palavra de Deus tem um ensino precioso para estas horas. Ela ensina a buscar em Deus, que é a nossa fonte de consolo e abrigo, uma restauração completa do nosso ser.
Cura-me Senhor e serei curado. Uma oração simples, que reflete um desejo profundo de ter todas as faculdades e todos o membros do corpo curados. Deus vem ao nosso encontro com o óleo santo e cura as nossas feridas. As feridas da alma, tais como inveja, ódio, falsidade, rancor, mágoas, desilusões e as muitas tristezas que invadem o coração. Peça que o Senhor o cure daqueles sentimentos que estão perturbando a sua vida e lhe restaure completamente.
Salva-me, e serei salvo. Um grito de esperança no meio das trevas. Um grito pedindo socorro, porque tudo o que podia ser feito já foi tentado e a salvação ainda não ocorreu. Agora, o ser humano volta-se para Deus como a última esperança, o único que pode socorrer nos momentos mais trágicos da vida.
Busque a Deus ainda hoje e entregue a ele os problemas da sua vida e você será salvo (a).

Antonio Carlos Barro

INSTRUÇÕES GERAIS PARA ESCREVER TRABALHOS

Meu amigo e mentor, Chuck Van Engen, tem essas boas e úteis observações para quem vai escrever um trabalho, artigo ou mesmo um sermão. São passos que podem ajudar na coerência daquilo que se pesquisa e escreve. Bom proveito. AC

COMECE COM ORAÇÃO

1. Examine a(s) sua(s) questão(ões) no seu próprio contexto, e escolha a sua loci (frase) teológica onde você crê que pode desenvolver suas reflexões em relação à(s) sua(s) questão(ões).

2. Afunile a sua loci/frase teológica ao tema teológico (a idéia integradora), o tanto quanto você possa afunilar. Ao redor desta frase a sua reflexão será circundada.

3. Faça a sua reflexão teológica em termos da sua inteira estrutura dada em classe em relação a teologizar em missão. Pense especialmente na inter-relação do texto bíblico, comunidade da fé e contexto específico enquanto eles interagem com o resto do processo em teologizando em missão.

ESTRUTURE O SEU TRABALHO COMO SEGUE:

a. Introdução. Explique o contexto no qual a sua reflexão acontece, e como ele influencia o surgimento do tema teológico que você escolheu.

b. Dê uma análise detalhada dos significados e/ou como o tema pode tomar forma ou é dada expressão no seu contexto.

c. Desenvolva algumas das perspectivas bíblicas, textos, narrativas, episódios que forneçam uma visão bíblica do tema em relação ao “b” acima.

d. Traga as questões contextuais e a reflexão bíblica para sustentar a maneira como a sua comunidade da fé tem refletido sobre este tema teológico através dos séculos e hoje.

e. Coloque as suas observações dentro de alguma das categorias missiológicas.

f. Conclusão: Extraia brevemente duas ou três direções missionais e possíveis ações missionais que devem naturalmente fluir das reflexões que você realizou.

5. Permita-se que nos próximos anos você venha a se juntar aos discípulos de Jesus Cristo em sua comunidade da fé em pensar e repensar o que acabou de fazer.

CONTINUE COM ORAÇÃO

Dr Charles E. Van Engen
Fuller Theological Seminary

SEMI O QUE, TEO O QUE? SE-MI-NA-RIS-TA, TE-O-LO-GI-A!

Geralmente todo jovem que é apresentado pelos pais a algum amigo ou conhecido de longa data, além de ter de sorrir muito, é levado obrigatoriamente a responder coisas do tipo: “nossa como você cresceu, sabia que eu já te peguei no colo?”. Veja que da minha parte isso não é uma crítica, afinal é algo muito natural, especialmente pela falta de assunto recorrente da pouca intimidade. Só que não para por ai, quando isso acontece comigo eu já me preparo para responder a segunda bendita e obrigatória pergunta: “O que anda fazendo da vida?”. Essa segunda indagação já se torna mais abrangente, ela não se destina somente aos jovens. Seja num bate-papo na fila do supermercado, seja regando o jardim enfrente a sua casa, em qualquer circunstância ou onde estiver, vão te perguntar, “o que você faz da vida?” ou ainda, “com o que você trabalha?” ou mais, “onde você estuda?”. Particularmente quando sou acometido por algumas destas perguntas eu geralmente respiro fundo, estufo o peito e levantando a cabeça com muito orgulho respondo em auto e bom som, “sou estudante de te-o-lo-gi-a”. Diante dessa minha resposta as três principais reações que acontecem com maior incidência são: primeiro, a pessoa regala os olhos, e balançando a cabeça positivamente diz, “hum”. Essas pessoas pertencem ao grupo que não sabendo o que significa teologia fingem que sabem e encerram a conversa por ali mesmo. Segundo, a pessoa franze a testa enquanto libera um sorriso amarelo e simplesmente diz, “que legal”. Essas pessoas pertencem ao grupo mais capitalista, são aqueles que não se conformam com a hipótese de que num mundo como o nosso alguém possa se quer pensar em não se dedicar a algum curso que lhe renda um bom lucro. Terceiro, a pessoa baixa a cabeça lentamente esboçando um olhar compassivo e diz, “você vai ser padre?”. Essas pessoas pertencem ao grupo que de tanto presenciarem os “pastores” que estão por ai nas mídias, desconhecem se quer a existência de seminários sérios destinados a teologia protestante.

Mas o que me conforta e anima, são aqueles que dizem com um largo e sincero sorriso nos lábios “o mundo precisa mesmo de pessoas sérias e muito bem preparadas para servir no reino de Deus, trazendo dignidade e amor ao próximo, parabéns”.

Gui la Serra
www.guilaserra.blogspot.com

Ser seminaristA

Há alguns dias comemoramos o Dia do Seminarista e um grupo, representando uma sociedade interna da denominação a que pertenço, foi ao Seminário prestar uma homenagem a nós, seminaristas, quer dizer, a eles.
Enquanto entrávamos no refeitório, alguém disse: escrevam seus nomes nestes papeizinhos, porque depois queremos abençoá-los com um sorteio… Ei, você não! Você não precisa, moça (olhando pra mim, como se eu fosse um ser estranho)… Ah… você é seminarista? (espanto) Você?! Estuda teologia?! Aqui?! Ah, então… põe seu nome também.
Ser seminarista e mulher pode ser muito especial, como pode ser estranho e até um pouco desapontador. A questão não é se estou preparada para o seminário, mas – é preciso entender que, às vezes – o seminário pode não estar preparado pra mim.
O machismo é um assunto é recorrente em todas as áreas sociais. Estamos passando (em alguns casos de forma traumática) para um ponto em que não há papéis definidos de acordo com o sexo, muito menos lugares e posições em que ambos não possam ocupar. É inevitável não pensar nisso.
A Igreja não está preparada pra lidar com essa questão: mulheres de opinião, força e que vivem neste século. Mas, o que é melhor do que preparar suas mulheres para seu tempo e para transpor as barreiras que se formam agora? Mulheres preparadas irão responder muito melhor às perguntas que estão sendo feitas, às necessidades que a nossa época tem. Não seremos tão irrelevantes.
Neste momento me recuso a fazer apologia ao pastorado feminino. Pessoalmente, me importa estudar, não me preocupando com títulos. Enquanto não me impedirem de estar em sala ou em bibliotecas, aprendendo com meus colegas, estarei satisfeita. Até porque, respeito a denominação a qual pertenço e não pretendo causar-lhe desconforto, se for fiel às Escrituras.
Por isso, não há o que temer. Concordamos que as pessoas precisam de preparo adequado para exercer as suas funções com excelência. Isso inclui as mulheres, certo? Não vamos querer pessoas, independentemente do sexo, despreparadas no campo missionário, nas escolas de teologia e/ou até na literatura teológica brasileira.
As reações revoltosas das mulheres vêm com os ataques de repressão, principalmente em nossa época. Mulheres também podem ser – e são – inteligentes, criativas, sábias e vir para somar (e não substituir) no reino de Deus. Então vamos crescer juntos e pensar a nossa época de forma mais relevante, sem perder tempo se atracando, combinado?!

SeminaristA.